Testes Realizado

Para economizar
Quatro fatores são diretamente afetados pelo alinhamento da carreta: o consumo de combustível, a segurança do veículo, o desgaste dos pneus e a vida útil dos componentes mecânicos
Alinhar regularmente os eixos de todos os semi-reboques é uma ótima estratégia para reduzir o custo operacional e aumentar a segurança de sua frota
As pessoas se surpreendem quando fazem as contas e vêem o quanto é possível economizar com o alinhamento dos eixos das carretas (semi-reboques). Mais do que desgastar irregularmente os pneus, carretas que rodam desalinhadas causam um considerável aumento no consumo de combustível do veículo.
Algumas transportadoras que têm obtido excelentes resultados no gerenciamento de seus custos operacionais estão percebendo que, ao contrário do que muita gente pensa, alinhar os eixos da carreta é tão importante quanto alinhar os do cavalo mecânico. Isso porque a carreta que roda desalinhada interfere diretamente na maneira como o veículo se comporta na estrada.
Mesmo que o cavalo mecânico esteja completamente alinhado, com a carreta desalinhada o conjunto irá sempre “puxar“ para um lado. Neste caso, o desgaste dos pneus será irregular não apenas no semi-reboque, mas também no cavalo mecânico, reduzindo a vida útil dos pneus.
Esta situação leva a um problema ainda mais grave: o consumo excessivo de combustível. Desalinhado, o veículo sofre naturalmente uma resistência maior do que a normal. Ele roda sem que o pneu mantenha contato adequado com o solo, levando então ao maior consumo de combustível.

Primeiro, com os eixos desalinhados em S (1), os técnicos perceberam que o semi-reboque puxava um pouco para a esquerda e que, nas subidas, era difícil manter as marchas mais leves, como 8ª alta e 8ª baixa. A velocidade média registrada no percurso foi de 52,3 km/h e o consumo foi de 1,81 km/litro. Depois, com todos os eixos paralelos entre si (mas não perpendiculares ao chassi do veículo), a carreta passou a puxar muito para o lado esquerdo (2). A velocidade média foi de 56,3 km/h e o consumo passou a 1,88 km/litro.
Finalmente, com todos os eixos da carreta alinhados, o veículo atingiu a maior velocidade média do teste (58,7 km/h), e cravou 1,92 km/litro – alcançando economia de mais de 7% no consumo de combustível em relação ao mesmo veículo com a carreta desalinhada (veja gráfico abaixo). Com o teste, ficou claro que o consumo de combustível aumenta quando a carreta está desalinhada.



